Proibida venda de lote de geleia produzida no Rio Grande do Sul com larva, fungo e pelo de roedor



Foi proibida a venda de um lote de geleia de morango produzida no Rio Grande do Sul. A resolução é da Anvisa, Agência Nacional de Vigilância Sanitária, e está publicada no Diário Oficial da União.

A geleia é da marca Piá, produzida pela Cooperativa Agropecuária Petrópolis. Fica em Nova Petrópolis, na Serra Gaúcha.

O lote que deve ser recolhido do mercado é:

“lote no 02 (val.:19/11/2016) do produto GE- LÉIA DE MORANGO, Marca: PIÁ, fabricado por Cooperativa Agropecuária Petrópolis LTDA. (CNPJ : 91.589.507/0001-88), situada à Rua Emilio Raimman 888 – Piá – Nova Petrópolis/RS.”

O laudo é do Laboratório de Saúde Pública de Santa Catarina. O exame detectou:

“micélio de fungo (fungo filamentoso) não típico do produto, presença de duas larvas mortas, matérias estranhas indicativas de falhas das boas práticas e 01 pelo de roedor inteiro, matéria indicativa de risco acima do limite máximo de tolerância pela legislação vigente.”

Como assim, limite?

Há limites para materiais estranhos em alguns alimentos. Vão de pelos a insetos inteiros. Acima dessa tolerância que a Anvisa considera prejudicial à saúde.

O limite foi estabelecido por legislação de 2014. Os fragmentos não podem ser vistos a olho nu. Até então, não eram tolerados pela Anvisa.

Na época da norma que implementou os limites, a Anvisa alegou que era inviável muitas vezes eliminar todos os fragmentos. Exemplos de produtos que permitem, até um limite, a presença de “matérias estranhas”:

Geleias de frutas: 25 fragmentos de insetos para cada 100 gramas

Café torrado e moído: 60 fragmentos de insetos para cada 25 gramas

Chá de camomila: cinco insetos inteiros mortos para cada 25 gramas

Canela em pó: um fragmento de pelo de roedor para cada 50 gramas

Chocolate e achocolatados: um fragmento de pelo de roedor para cada 100 gramas

Orégano: 20 fragmentos em 10 gramas

No caso de insetos, não vale moscas, baratas ou formigas, por exemplo. Anvisa considera que estes trazem riscos à saúde.

A norma completa está neste link: RDC 14/2014

Fonte: ZH.